Percorrendo muitos locais do nosso país, e neles celebrando habituamente a eucaristia, reforço uma ideia: precisamos mesmo de repensar o lugar da música nas nossas celebrações.
Não sou demasiado pessimista relativamente ao tema... mas acho que algumas modificações são mesmo urgentes.
Em toda a parte debatemo-nos com várias questões:
- Que cânticos/canções escolher?
- Quais os critérios dessa escolha?
- Que repertório possuímos?
- Como animar de forma adequada os diferentes momentos?
- Etc.
Uma coisa é certa: como dizia o sapiente Pe. Manuel Luís, o primeiro critério para a escolha dos cânticos para a liturgia deve responder à pergunta «que assembleia?»...
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
fraqueza humana
Como S. Paulo, muitas pessoas vivem um dilema: fazem o mal que não querem, e não fazem o bem que querem. De facto, nunca é fácil seguir a direito rumo à perfeição.
Muitas vezes podemos desanimar, sobretudo quando colocamos exclusivamente em nós a esperança de ultrapassar vícios e pecados. Na verdade, quando reconhecemos a nossa fragilidade, é que criamos condições para que a força de Deus nos fortaleça. «Quando sou fraco, então é que sou forte»... Devemos dar sempre o nosso máximo, embora conscientes de que só Deus nos pode ajudar! Por isso, não desanimenos; sejamos, antes, humildes!...
Muitas vezes podemos desanimar, sobretudo quando colocamos exclusivamente em nós a esperança de ultrapassar vícios e pecados. Na verdade, quando reconhecemos a nossa fragilidade, é que criamos condições para que a força de Deus nos fortaleça. «Quando sou fraco, então é que sou forte»... Devemos dar sempre o nosso máximo, embora conscientes de que só Deus nos pode ajudar! Por isso, não desanimenos; sejamos, antes, humildes!...
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
monstros marinhos
Neste fim-de-semana tive uma oportunidade nova: acompanhei de perto uma actividade de dirigentes escutistas, no ramo marítimo. Foi o Indaba Mar. Confesso que nunca tinha tido contacto com o escutismo marítimo. Gostei muito de começar a conhecer um novo «mundo» e, apreciei particularmente o facto de ver alguns temas religiosos com um também novo olhar.
Num dos momentos de oração usámos o salmo 103 (hino ao Deus Criador), onde se lê: «...Eis o mar, grande e largo, onde se agitam inúmeros seres, animais pequenos e grandes. Por ele navegam os barcos, e os monstros marinhos que criastes para brincar sobre as ondas...».
Como é fantástico sair do entorpecimento das coisas quotidianas e ver tudo, de vez em quando, com o olhar novo capaz de ir à essência das coisas!...
Num dos momentos de oração usámos o salmo 103 (hino ao Deus Criador), onde se lê: «...Eis o mar, grande e largo, onde se agitam inúmeros seres, animais pequenos e grandes. Por ele navegam os barcos, e os monstros marinhos que criastes para brincar sobre as ondas...».
Como é fantástico sair do entorpecimento das coisas quotidianas e ver tudo, de vez em quando, com o olhar novo capaz de ir à essência das coisas!...
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
o empacotamento religioso
Nós últimos 10 anos tenho-me dedicado àquilo a que no escutismo chamamos de «Animação da Fé». Acho uma área muito estimulante e, sobretudo, rica em expressões e acontecimentos. Gosto de desafiar os Animadores nestas questões...
Sucedendo algumas vezes não poder acompanhar todas as etapas de preparação de uma actividade, dou por mim a perguntar aos adultos: «em que medida é que a dimensão da fé está contemplada nas actividades programadas?». Com muita frequência me procuram tranquilizar com a resposta: «não se preocupe que está tudo pensado: temos oração na abertura de campo, oração da manhã ao Domingo, Celebração pelas 15 horas e... claro, cada bando, patrulha e equipa reza sempre antes das refeições!»...
Porque será que esse tipo de resposta em nada me tranquiliza???... (lol)
Sucedendo algumas vezes não poder acompanhar todas as etapas de preparação de uma actividade, dou por mim a perguntar aos adultos: «em que medida é que a dimensão da fé está contemplada nas actividades programadas?». Com muita frequência me procuram tranquilizar com a resposta: «não se preocupe que está tudo pensado: temos oração na abertura de campo, oração da manhã ao Domingo, Celebração pelas 15 horas e... claro, cada bando, patrulha e equipa reza sempre antes das refeições!»...
Porque será que esse tipo de resposta em nada me tranquiliza???... (lol)
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
semana de oração pela unidade dos cristãos
Como é do conhecimento geral, todos os anos, de 18 a 25 de Janeiro dedicam-se alguns dias para orar, especialmente, pela unidade dos cristãos...
O tema é complexo... A tentação de abordar a questão de forma simplista, enorme!
No entanto, deixo aqui apenas uma palavra inspiradora: a tradição beneditina continua a usar o sugestivo lema «ora et labora». Ou seja, a oração deve ser complementada com a acção. Não necessariamente o trabalho manual, físico... mas, gestos, atitudes, vida. É muito importante traduzir em gestos fraternos a oração que se dirige ao Pai comum.
Já que os caminhos para a unidade dos cristãos são longos e árduos, do ponto de vista da reconciliação histórica e doutrinal, pelo menos, mudemos algo de concreto na nossa maneira de ver o outro. Se o fizermos, mais uns degraus desta escadaria teremos percorrido...
O tema é complexo... A tentação de abordar a questão de forma simplista, enorme!
No entanto, deixo aqui apenas uma palavra inspiradora: a tradição beneditina continua a usar o sugestivo lema «ora et labora». Ou seja, a oração deve ser complementada com a acção. Não necessariamente o trabalho manual, físico... mas, gestos, atitudes, vida. É muito importante traduzir em gestos fraternos a oração que se dirige ao Pai comum.
Já que os caminhos para a unidade dos cristãos são longos e árduos, do ponto de vista da reconciliação histórica e doutrinal, pelo menos, mudemos algo de concreto na nossa maneira de ver o outro. Se o fizermos, mais uns degraus desta escadaria teremos percorrido...
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
beato Nuno de Santa Maria
Recentemente aprofundei um pouco mais o conhecimento sobre a figura do beato Nuno de Santa Maria. Gostei muito do que fui descobrindo e, ao mesmo tempo, percebi que o nosso CNE tem aqui um tesouro que, na generalidade, não terá ainda explorado devidamente. Várias pessoas me têm recordado que a canonização do beato Nuno está para breve... e isso levanta-me a questão: como poderia o nosso CNE preparar-se devidamente para esse acontecimento esperado?
Aceitam-se sugestões...
Aceitam-se sugestões...
oh Sr. Padre... isto é só a gente a cantar...
Um padre amigo meu fez um dia, numa missa, uma eloquente exortação à esperança cristã. Depois disso o coro começou a cantar um cântico antigo em que se diz «...são razões de viver, o que nos falta». O sacerdote interrompeu o cântico com boa disposição e interpelou as pessoas do coro a respeito da incoerência entre o que ele tinha acabado de dizer e o que o texto do cântico afirmava. Levanta-se uma piedosa senhora e diz, com voz apaziguadora: «Oh Sr. Padre... isto é só a gente a cantar...»...
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